O autor da Pedagogia do Oprimido continua a inspirar práticas libertadoras pelo mundo afora
O pernambucano Paulo Freire inventou, no início da década de 60, um método de alfabetização que em três meses ensinava camponeses não apenas a ler as palavras , mas a ler o mundo e a tomar consciência de que é possível transformá-lo por meio de nossas decisões e ações. Foi por isso preso e exilado pela Ditadura Militar instaurada em 1964 , só retornando ao Brasil com a Anistia duas décadas depois, consagrado no mundo inteiro. por conceber e praticar uma Pedagogia da Liberdade, da Autonomia e da Esperança.
A convite de representantes de ONGs de outros 12 países , que participavam da Development Education Summer School promovida por DEEEP e FoRs na República Checa ( 23 a 30 de Junho de 2012 ) Coordenadora do Projeto Currículo Global no Brasil falou sobre sua experiência como aluna e colaboradora de Paulo Freire na SME-SP na( anos 80 e 90) e sobre a experiência do CECIP- organização da qual o mestre foi Conselheiro até sua morte- em colocar em prática a abordagem freireana. Foi um encontro carregado de emoção, pois todas as jovens lideranças educacionais presentes amavam Paulo Freire , conheciam sua obra ( em especial a Pedagogia do Oprimido) e praticavam sua proposta de educação em lugares tão diferentes como a Geórgia, a Republica Checa , a Finlândia e o Japão.
Ago. 14, 2012, 05:03:25